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	<description>Vinhos Artesanais</description>
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		<title>A história do vinho</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A historia do vinho começou ao mesmo tempo em que a do homem civilizado, que por sua vez, se iniciou com a agricultura, quando os primeiros nômades fixaram moradias para esperar as colheitas. Então, a partir disso, as videiras (pés de uvas) começaram a ser cultivadas pela qualidade de seus frutos. Como tantas outras descobertas humanas, o vinho provavelmente surgiu por acaso com o esquecimento de algumas uvas em recipientes de barro por agricultores na região da Ásia Menor. Resultado disso foi uma fermentação natural, que é a ação de microorganismos – as leveduras – que consomem o açúcar contido nas bagas das uvas como alimento, havendo o desprendimento de álcool e gás carbônico. O álcool é uma substância natural de defesa das leveduras e o gás carbônico é desprendido devido à reação de digestão do açúcar pelas leveduras.  Mitologicamente há uma lenda sobre tais fatos, em que uma princesa persa deprimida tentara se “suicidar” tomando o suco dessas uvas esquecidas na “ânfora” de barro, pois se pensava que fosse um forte veneno. Ao invés da morte a princesa sorria sem parar e tonteava pelos corredores do palácio, fazendo com que todos percebessem que tal suco era miraculoso e passou a ser tomado em rituais. Na mitologia, há ainda as passagens que falam sobre os rituais romanos de Baco, o Deus romano do vinho, que ficaram com os nomes de “Bacanais”, em que se embriagavam as sacerdotisas e por aí vai&#8230;</p>
<p>Historicamente, é provável que existissem vinhedos que produziram vinificações naturais em zonas ou regiões onde existiam uvas em estado silvestre e populações humanas (Ásia Menor – Cáucaso – Irã). Pesquisas arqueológicas no Irã provam que o vinho já existia há cerca de 5500 anos antes de Cristo. Os primeiros vinhedos foram cultivados nos territórios da atual Turquia, Geórgia, Irã e Armênia. Em 1700 a.C. as videiras já eram ordenadas em fileiras, sendo que a vitivinicultura já era difundida na Mesopotâmia e Babilônia.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-222" style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="Dionisio" src="http://www.riciericanivezi.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Dionisio.jpg" alt="" width="126" height="293" />As mais diversas civilizações da antiguidade tinham sagrado a importância dos vinhos em sua cultura, essa bebida cativou diversos povos, sendo a vida e atenção de inúmeros cantores, poetas e outros. Citações bíblicas do antigo testamento contam que Noé plantou vinhas, colheu seus frutos e fez o vinho, se embriagou até cair, entrando desnudo em sua tenda.</p>
<p>No Egito antigo, a vitivinicultura era bem desenvolvida, havia grandes projetos de irrigação e foram encontradas ânforas de cerâmica, onde os vinhos eram armazenados com indicação de safra e tipo de uvas em períodos antigos, a tecnologia era tamanha a ponto de se filtrar os vinhos. Os gregos, os egípcios e romanos utilizaram o vinho como um ingrediente de cultos. Dionísio era o deus grego do Vinho e da Videira, chamado de Baco pelos romanos e Osíris o deus egípcio. Os romanos contribuíram também com o aperfeiçoamento dos barris de madeira inventados pelos celtas, que facilitavam o transporte dos vinhos. O Cristianismo, cuja expansão se deu nos períodos finais do Império Romano, assimilou diversos símbolos e rituais báquicos passando aos primeiros fiéis cristãos os costumes do vinho. O vinho era tão necessário em uma reunião de cristãos como a presença de um sacerdote. Graças a este lugar vital que ocupava nas práticas religiosas, o vinho subsistiu durante o sombrio período das invasões bárbaras que acompanharam a decadência de Roma. A Igreja, que necessitava de vinho, era capaz de garantir a continuidade do consumo permitindo assim a sobrevivência da Vitivinicultura durante a Idade Média e a espalhando pela Europa.</p>
<p>A história do vinho nas Américas se remonta dos primeiros tempos da conquista pelos colonizadores. Tanto para a missa como para a mesa, os colonizadores exigiam vinhos para o Novo Mundo, este vinha em tonéis nas Caravelas prontos para o consumo nas colônias e também por tentativas desastrosas de se plantar vinhas em latitudes tropicais quentes. Contudo, não se desanimaram e no século XVI persistiram nas plantações, tendo sucesso em algumas regiões. A fundação de populações sempre esteve ligada a evangelização e a Igreja Católica na América, a qual expandiu a viticultura européia no Novo Continente, distribuindo videiras em distintos solos e climas até encontrar regiões adequadas ao cultivo.</p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-232" title="Vitis Labruscas" src="http://www.riciericanivezi.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Vitis-Labruscas-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" />Posteriormente se generalizou o uso de Vitis labruscas, uvas oriundas e nativas da América do Norte em zonas tropicais e temperadas de alta pluviosidade, devido a resistência a diversas doenças fúngicas e pela rusticidade, base da viticultura brasileira até os dias de hoje. A variedade de uva de maior expressão no Brasil é a labrusca ‘Isabel’, dela é processada a grande parte dos vinhos de garrafão consumidos e ainda apreciados pela população. Há, contudo hoje, a tendência de mudança desse quadro visando um incremento de qualidade nos vinhos nacionais, com técnicas de produção de uvas viníferas de qualidade e surgimento de novas regiões de colheitas em entressafra, ou seja, períodos fora de época ou “temporão”, permitindo que a uva escape de chuvas.</p>
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		<title>As uvas e os vinhos no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:26:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dados históricos revelam que a introdução da uva no Brasil foi feita pelos colonizadores portugueses em 1532, na então capitania de São Vicente, hoje Estado de São Paulo. A partir desse ponto e através de introduções posteriores, a viticultura expandiu-se para outras regiões do país, sempre com cultivares de Vitis vinífera, que são as uvas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dados históricos revelam que a introdução da uva no Brasil foi feita pelos colonizadores portugueses em 1532, na então capitania de São Vicente, hoje Estado de São Paulo. A partir desse ponto e através de introduções posteriores, a viticultura expandiu-se para outras regiões do país, sempre com cultivares de Vitis vinífera, que são as uvas de origem Européia, procedentes de Portugal e Espanha até o século XIX. A cultura das uvas sempre esteve ligada ao vinho, sendo esse para a ceia dos colonos e da igreja.</p>
<p>Houve uma época, durante os séculos XVII e XVIII que a elaboração de vinhos foi proibida no Brasil, para que Portugal pudesse propositalmente escoar seus vinhos para cá. Contudo, foi no século XIX que a elaboração de vinhos foi alavancada com a chegada de imigrantes italianos ao nosso país, primeiramente no estado de São Paulo, depois foi para o Rio Grande do Sul, mais no final do século XIX.</p>
<p>Nas primeiras décadas do século XIX, com a importação das variedades de uvas procedentes da América do Norte, foram introduzidas doenças causadas por fungos que levaram a viticultura no período colonial à decadência.  Existem espécies nativas tanto na Ásia e Europa quanto na América do Norte, ou seja, nessas regiões as uvas são encontradas em estado silvestre em bosques e matas. A espécie nativa do Novo Mundo, a Vitis labrusca, conhecida em nosso país como “uva rústica”, devido a ter cultivo mais fácil e ser mais resistente do que as européias devido ao clima de origem nos Estados Unidos ser úmido, diferentemente das de origem européia e asiática, que eram sensíveis as doenças e pragas que as americanas resistiam; é como acontece com seres humanos quando encontram uma tribo indígena, por exemplo, que nunca ouviu falar de uma simples gripe e jamais qualquer membro da tribo teve sequer uma, então, quando tiver essa gripe certamente não iria agüentar, o mesmo acontecia quando uma doença de uvas americanas pegava na européia, essa não resistia. A uva Americana da variedade aqui denominada ‘Isabel’ passou então a ser plantada nas diversas regiões do país, tornando-se a base para o desenvolvimento da viticultura comercial nos Estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Seus vinhos eram característicos dela, diferentes dos feitos com uvas européias, por isso, o brasileiro passou a gostar de vinhos dessa uva até hoje, pois esses têm gosto e cheiro de uvas, que é condenado na Europa, talvez por puro “Marketing”.</p>
<p>A partir do século XX, o panorama da viticultura paulista mudou significativamente com a substituição da ‘Isabel’ por ‘Niágara Branca’ e ‘Seibel II’. No Estado do Rio Grande do Sul, foi incentivado o cultivo de castas viníferas (européias) através de estímulos governamentais. Nesse período a atividade vitivinícola expandiu-se para outras regiões do Sul e Sudeste do País, sempre em zonas com período hibernal (inverno) definido e com predomínio de variedades americanas e híbridas. Entretanto, na década de 70, com a chegada de algumas empresas multinacionais na região da Serra Gaúcha e da fronteira Oeste (município de Santana do Livramento), verificou-se um incremento significativo da área de parreirais com cultivares de Vitis vinífera, devido ao incremento de tecnologia.</p>
<p>A viticultura tropical brasileira foi efetivamente desenvolvida a partir da década de 1960, com o plantio de vinhedos comerciais de uva de mesa na região do Vale do São Francisco, no Nordeste semi-árido brasileiro. Nos anos 70 surgiu o pólo vitícola do Norte do Paraná e na década de 1980 desenvolveram-se as regiões do Noroeste do Estado de São Paulo e Pirapora no Norte de Minas Gerais, todas voltadas à produção de uvas finas para o consumo in natura. Iniciativas mais recentes, como as verificadas nas regiões Centro-Oeste (Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) e Nordeste (Bahia e Ceará), permitem que se projete um aumento significativo na atividade vitivinícola nos próximos anos.</p>
<p>Hoje, o Brasil ainda não é tradicionalmente um grande produtor de uva e vinho. O consumo anual por pessoa não passa de meros 2 Litros por ano, ficando quase que restrito aos períodos de festas de fim de ano. A produção aqui se concentra no Rio Grande do Sul, onde o consumo anula chega a 8 Litros por pessoa, alcançando 30 Litros por pessoa na Serra Gaúcha. Não é por acaso que nessas regiões a expectativa de vida é a maior do país também.</p>
<p>Atualmente a produção de uva e vinho vem se expandindo para as regiões Nordeste (Vale do São Francisco, Petrolina-PE), Centro Oeste (Mato Grosso) e Sudeste (estado de São Paulo). Em São Paulo, está se buscando novos tipos de cultivo de uvas para a elaboração de vinhos de maior qualidade, característicos da região.</p>
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		<title>O cultivo de uvas em São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:25:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Estado de São Paulo, pioneiro no cultivo da videira no país, foi também o primeiro a elaborar e comercializar vinhos. Contudo, o grande impulso da vinicultura paulista se deu com a imigração italiana no séc. XIX e início do século XX, até por volta de 1960, quando o vinho do Rio Grande do Sul [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Estado de São Paulo, pioneiro no cultivo da videira no país, foi também o primeiro a elaborar e comercializar vinhos. Contudo, o grande impulso da vinicultura paulista se deu com a imigração italiana no séc. XIX e início do século XX, até por volta de 1960, quando o vinho do Rio Grande do Sul começava a chegar e tomar lugar nos mercados paulista e nacional. Também devido ao “aparecimento” da variedade Rosada de Niágara em 1933 por uma mutação em um ramo de ‘Niágara Branca’, o que poucos sabem, uva branca e uva rosada são, portanto a mesma uva.</p>
<p>Da década de 1930 a 1960, o estado de São Paulo passou de produtor para importador e engarrafador de vinho do sul do país. A transformação da viticultura paulista, tradicionalmente produtora de vinhos de mesa (ou garrafão) em produtora de uvas para consumo ‘in natura’ foi muito rápida. Em menos de 10 anos, o Estado se tornou o maior centro de produção de uvas para mesa do Brasil, permanecendo assim até os dias atuais.</p>
<p>Os motivos da transferência da vinicultura para o Rio Grande do Sul não se deu somente pelo surgimento da “uva rosada”, foi também devido à facilidade de produção e a produtividade de uvas como a Isabel, a Bordô e outras americanas e híbridas no Rio Grande do Sul e também pelo investimento em tecnologia e pesquisa para o desenvolvimento da viti e vinicultura no sul do país. Com isso, ficou mais fácil e barato para as vinícolas paulistas trazer o vinho pronto á granel do Sul para ser engarrafado tanto em São Roque como em Jundiaí. Também houve uma migração parcial de vinícolas de São Roque para o sul.</p>
<p>Essa situação hoje vem se modificando, havendo uma retomada da atividade vitivinícola, devido a vários fatores como a sazonalidade da produção ( produção em períodos determinados, a safra) em regiões tradicionais do Estado paulista, o aumento na renda da população e do consumo de vinhos, pela proximidade com a Grande São Paulo que é o maior centro consumidor de vinhos do país e por ser uma alternativa de renda a mais para as famílias de produtores. Pode se dizer que está havendo um retorno da produção de vinhos no Estado, se destacando as regiões de Jundiaí, Monte Alegre do Sul, São Miguel Arcanjo, São Roque e o restante do Circuito das Frutas e das Águas.</p>
<p>A produção de vinhos em pequena escala de forma ainda artesanal possibilita a eliminação da sazonalidade de produção e escoamento de safras, ou seja, pode-se vender o produto no decorrer do ano, não ficando restrito a um período curto de comercialização das frutas, além de agregação de valor no produto e a manutenção da cultura dos descendentes dos imigrantes. Não só os pequenos produtores, mas também grandes empresas do setor e iniciativas de Institutos e grupos ligados à instituições públicas e privadas vêm incentivando e motivando a retomada da Vitivinicultura Paulista. A Universidade de Campinas (UNICAMP), a FAPESP, o SPVinho e também o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) são exemplos de instituições que acreditam que São Paulo pode produzir vinhos de qualidade, apostando na capacitação de produtores e técnicos e divulgação de programas para a melhoria do setor. Iniciativas de associações de agricultores e produtores de vinho, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o governo estadual, prefeituras e sindicatos também são exemplos que acreditam na vitivinicultura paulista.</p>
<p>A evolução na qualidade dos vinhos e espumantes produzidos no país tem como prova as premiações recentes e reconhecimento sobre os produtos nos mais variados concursos realizados nos principais países vitivinícolas do mundo. O crescimento qualitativo ocorre mesmo com as dificuldades que o governo brasileiro insiste em manter e impor ao setor (carga tributária elevada e a não caracterização do vinho como alimento) vem ainda impedir que o vinho nacional seja consumido freqüentemente pelos brasileiros.</p>
<p>A taxa de impostos que nosso governo impõe sobre o vinho é absurda, a maior do mundo, chegando a 70% em Minas Gerais e 55% no restante do Brasil, tornando quase inviável a produção e para agravar a situação, está entrando em nosso país via Paraguai uma grande quantidade de vinho chileno e argentino, tornando ainda mais difícil a situação dos produtores daqui. Deve-se frisar que não são todos os vinhos chilenos e argentinos que são contrabandeados, a maioria é de muito boa qualidade, tanto que são considerados por muitos os melhores do mundo, porém, a desconfiaça vem quando se vê um vinho argentino na prateleira por R$ 5,90, com uma taxa de importação de 120%. Por quanto saiu um vinho desses de seu país contando o transporte, a embalagem e tudo mais, seria enviado como um brinde para os brasileiros?</p>
<p>Como todos sabem contrabando e qualidade andam em lados opostos, por isso, muito dos vinhos chilenos e argentinos “do Paraguai”, que são encontrados hojecom preços desconfiáveis (super-baratos) em nossos supermercados podem não ter boa procedência, ou seja, estamos certamente comprando gato por lebre. Mas brasileiro também não é santo, se produz grande quantidade de vinhos batizados aqui no Brasil, por exemplo, com todos esses impostos, seria possível produzir um garrafão de 4,6 Litros de vinho com preço final nas prateleiras à R$ 15,00? Será que não estamos bebendo água com álcool e corantes? Se tivermos dor de cabeça depois já teremos uma resposta.</p>
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		<title>Aspectos básicos para se comprar um vinho</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:23:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem cerca de 10 mil variedades diferentes de uvas viníferas, nativas do Velho Continente, espalhadas pelo mundo e dessas, apenas cerca de 50 tipos da espécie Vitis vinífera são utilizadas pelos produtores. Há também uma outra infinidade de variedades de uvas nativas da América do Norte, são as chamadas ‘Americanas’, da espécie Vitis labrusca, V. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem cerca de 10 mil variedades diferentes de uvas viníferas, nativas do Velho Continente, espalhadas pelo mundo e dessas, apenas cerca de 50 tipos da espécie Vitis vinífera são utilizadas pelos produtores. Há também uma outra infinidade de variedades de uvas nativas da América do Norte, são as chamadas ‘Americanas’, da espécie Vitis labrusca, V. aestivales e outras tantas que são cultivadas também por motivos vinícolas. Existem também as variedades híbridas, que são o cruzamento das Americanas com as do Velho Mundo (Europa e Ásia); as híbridas surgiram no século XIX devido ao aparecimento da Filoxera, uma praga levada da América do Norte para a Europa que dizimou vinhedos da França e da Itália. Elas são muitas vezes condenadas pela tradição européia de se fazer e tomar vinhos de viníferas, devido à ter uma substância, o Antranilato de Metila que dá um forte aroma característico às Americanas, chamado de “Foxado”, tornando seus vinhos desagradáveis aos europeus, sendo que no Brasil e nos Estados Unidos há uma forte tradição de consumo de vinhos de não-viníferas.</p>
<p>Os amantes de vinhos dão muita importância à VARIEDADE DE UVA, com razão. A uva é o ingrediente principal de cada vinho e o aroma, a cor e o sabor do vinho dependem em grande parte do tipo da uva, ou uvas, de que é feito. Se o vinho for feito de apenas uma variedade de uva ele é chamado de “Varietal”. Um ‘Cabernet Sauvignon’, por exemplo, é um vinho varietal, pois só se usou esse tipo de uva para produzi-lo ou ela é dominante em sua composição. Cada região produtora tem sua variedade característica, por exemplo, na Argentina a variedade mais importante é a ‘Malbec’, no sul do Brasil, é a ‘Merlot’ e no Chile é a ‘Carmenére’. Existem também os cortes, coupages ou assemblages, que são as mesclas de diferentes variedades de uvas que compõem o vinho, por exemplo, na região de Bordeaux na França, as variedades que compõem um vinho são a ‘Cabernet Franc’, a ‘C. Sauvignon’ e a ‘Merlot’.</p>
<p>Quanto à REGIÃO, sabemos que os vinhos são mais conhecidos pelos lugares onde são produzidos do que pela variedade de uvas. Os vinhos produzidos em cada região têm características próprias, se tornando diferentes dos da mesma variedade produzidos em outras regiões, por exemplo, um ‘Shirraz’ australiano é diferente do ‘Shirraz’ francês do Vale do Rhône, que por si, será diferente do novíssimo e inédito ‘Shirraz’ Safra de Inverno Paulista (estão sendo produzidos no Estado de São Paulo, em pequena escala ainda).</p>
<p>Essa inscrição de região também conta no rótulo e é mais importante do que a variedade de uva se a região for conhecida e respeitada. Recentemente, a Serra Gaúcha vem se destacando no cenário mundial (o brasileiro ainda não notou isso,por incrível) e já traz nos rótulos a inscrição “Serra Gaúcha-RS Brasil”.</p>
<p>O solo, o clima e a topografia de cada região têm características próprias e se juntado o ambiente de produção de uvas com o de produção de vinhos (cantina) temos o que é chamado TERROIR, que se define como o meio ambiente de tal local para se fazer tal vinho. Pode-se dizer que ainda em cada região de produção existem diferentes “Terroirs”, pois o vinho produzido pelo produtor à direita de uma estrada poderá ser diferente do produzido à direita, pois há diferença de solo, incidência de raios solares, ventos etc, o que dá características próprias ao vinho. Por isso, no rótulo também é importante o nome do produtor.</p>
<p>As lojas de vinhos tendem à organizar os vinhos de acordo com a região ou país de origem e não pela variedade de uva. O nome da região que aparece no rótulo, informa tanto ou mais sobre um vinho do que seu nome varietal. Sabendo-se a região, pode-se saber as variedades de uva utilizadas, o estilo do vinho e o método de produção.</p>
<p>Em cada região pode-se dividir em distritos, sub-distritos, municípios e vinhedos, por exemplo: País – França; Região – Borgonha; Distrito – Cote d’Or; Subdistrito – Cote de Nuits; Aldeia – Gevrey-Chambertin; Vinhedo – Chambertin.; tudo isso, descrito no rótulo, sendo de modo geral, quanto mais descrição tiver o rótulo, melhor será o vinho.</p>
<p>Outro Aspecto importante à ser levado em consideração é a SAFRA, ou seja, o ano em que as uvas são colhidas, podendo haver exceções de vinhos que não dependem  de safra, como a maioria dos Espumantes, dos Vinhos do Porto e de outros vinhos fortificados, que são produzidos com mistura de uvas colhidas em dois ou mais anos, para garantir e consistência de ano para ano. Os vinhos podem variar de não para ano, de acordo com a safra, há as safras excepcionais e safras comuns ou ruins, é importante onde o clima é irregular como na França (região de Bordeaux), na Serra Gaúcha e no Norte da Itália e menos importante na Austrália, África do Sul e sul da Espanha onde o clima não varia e as safras são sempre muito boas. É incrível, mas em muitas regiões como na Serra Gaúcha o Aquecimento Global está contribuindo para melhorar as safras, pois o clima está ficando mais seco e quente por lá, o que também ocorre na França.</p>
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		<title>Como degustar um vinho</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:21:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos sabem como beber um vinho, mas a degustação exige um pouco mais de reflexão. A maioria dos vinhos possui sutileza de aromas, sabor e textura que não será possível apreciar bebendo-o socialmente. Em bares ou restaurantes, pode haver fatores ambientais que desviarão a atenção do vinho, como a fumaça de cigarros e cheiros de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos sabem como beber um vinho, mas a degustação exige um pouco mais de reflexão. A maioria dos vinhos possui sutileza de aromas, sabor e textura que não será possível apreciar bebendo-o socialmente. Em bares ou restaurantes, pode haver fatores ambientais que desviarão a atenção do vinho, como a fumaça de cigarros e cheiros de perfumes, ou então o vinho poderá estar na temperatura inadequada para poder demonstrar toda sua complexidade.</p>
<p>Degustar um vinho é reservar um tempo para refletir sobre o que está bebendo. Se forem concedidos alguns minutos para se concentrar no vinho (observa-lo, cheira-lo, e só então prova-lo) podem-se experimentar todas as nuanças e apreciar integralmente sua complexidade. Ao destacar o processo para poder saborear o que está bebendo, será expandido o conhecimento sobre determinados vinhos.</p>
<p>Existe uma seqüência na degustação que é utilizada há anos pelos entusiastas. A seqüência se dá pela visão, olfato e paladar. Os estágios são:</p>
<p><strong>Na taça:</strong> é a oportunidade de observar o vinho dentro de um copo. Ao avaliar a cor e a textura do vinho, já se podem fazer deduções sobre suas origens, idade e possível sabor.</p>
<p><strong>No nariz: </strong>deve-se cheirar o vinho para se notar os aromas e para se ter uma idéia dos sabores que ainda virão.</p>
<p><strong>No palato: </strong>finalmente o vinho deve ser provado, para senti-lo na boca e experimentar seus sabores.</p>
<p>Para se obter o máximo na seqüência de degustação, antes de começar, deve se ter em mente o seguinte:</p>
<ul>
<li>Certifique-se de que o vinho está na temperatura correta (cerca de 14º a 18º Celsius para os tintos, de 5 à 12º Celsius para os brancos). Se o vinho estiver muito quente ou muito frio, suas percepções quanto ao sabor ficarão alteradas.</li>
<li>Certifique-se de usar uma taça de vidro ou cristal transparente e não lapidada, para se enxergar o vinho com nitidez.</li>
<li>Deve-se girar a taça para que os aromas e bouquet’s sejam liberados antes de cheirá-lo. Não deve ser girada em demasia.</li>
<li>Prove o vinho antes de comer qualquer alimento, para conseguir uma percepção pura de seus sabores.</li>
<li>Sirva o vinho vagarosamente e imperceptivelmente à qualquer pessoa próxima, fazendo o vinho se espalhar na boca ( fazer o bocejo do vinho como se estivesse enxaguando a boca é uma pratica muito condenada e já demonstra que a pessoa é muito leiga no assunto, pois qualquer pessoa que entenda um pouco de vinho sabe que isso não é necessário, além de ser desagradável). Tente descobrir os sabores dos vinhos e relacioná-los com algo na memória.</li>
<li>Inicie um diário de degustação para os vinhos dos quais gostou mais.- Amplie sua percepção de aromas, notando os perfumes que estão ao seu redor.</li>
</ul>
<p>Na próxima vez que tomar uma taça de vinho, anote suas primeiras impressões, Será que seria capaz de identificar o mesmo vinho em outra ocasião? Tente encontrar diferenças no vinho que o ajudarão a identificá-lo ou descreve-lo outra vez. Compre um vinho recomendado por um crítico respeitado e verifique se concorda ou não com as anotações de degustação dele. É provável que poderá discordar de algumas notas do crítico, pois todos tem gostos e preferências diferentes, mas fazer comparações é uma prática muito útil.</p>
<p><strong>Fonte:</strong> Le Cordon Bleu, Academie D’ Art Culinaire de Paris.</p>
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		<title>Vinho e saúde &#8211; parte 01</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:19:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Série Saúde *Baseados nos Textos publicados pelo médico Jairo Monson de Souza Filho, em Viticultura e Enologia – Atualizando Conceitos, 2002. Durante a Evolução das espécies, a natureza reservou para as plantas os POLIFENÒIS, cuja missão é protegê-las de ataques biológicos de fungos, vírus e bactérias e também dos raios ultravioletas do sol. Eles se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Série Saúde</h3>
<p><em> *Baseados nos Textos publicados pelo médico Jairo Monson de Souza Filho, em Viticultura e Enologia – Atualizando Conceitos, 2002.</em></p>
<p>Durante a Evolução das espécies, a natureza reservou para as plantas os POLIFENÒIS, cuja missão é protegê-las de ataques biológicos de fungos, vírus e bactérias e também dos raios ultravioletas do sol. Eles se localizam nas folhas, cascas e sementes (que são os maiores responsáveis pela preservação da espécie) de todos os vegetais. Na uva, cerca de 60% dos polifenois estão nas sementes, 33% na casca 5% na polpa e 2% no pedicelo.</p>
<p>Os polifenois têm princípios terapêuticos ao homem e, para usufruirmos deles, necessitamos ingeri-los, porém, em nossos hábitos alimentares geralmente rejeitamos as sementes e as cascas; comemos pouca folha, muitas vezes são cozidas, o que os destrói. Os polifenois têm comprovadamente um grande efeito antioxidante e antibiótico.</p>
<p>No VINHO TINTO SECO, devido ao processo de elaboração, que passa por uma maceração fermentativa junto com as cascas e as sementes, os polifenois são encontrados em grande quantidade, mais do que no suco da uva e por sua vez mais do que no vinho branco. É encontrado em maior quantidade que no suco devido ao álcool que ajuda à preserva-lo e também porque o suco tem uma maior quantidade de açúcar, o que impede a absorção das substâncias benéficas pelo organismo, ficando os polifenois ligados às moléculas de glicose (açúcar). As uvas tintas possuem maior quantidade de polifenois que as brancas, pois durante o processo de evolução tiveram que combater maior quantidade de inimigos naturais e geralmente essas substâncias possuem pigmentação.</p>
<p>Foram identificados mais de 200 tipos de polifenois nos vinhos, sendo o mais estudado o RESVERATROL que tem ação antioxidante 10.000 vezes maior do que a Vitamina E, combatendo os radicais livres que provocam o envelhecimento e uma série de doenças e fatores que denigrem a saúde do ser humano.</p>
<p>Outros polifenois muito importantes do vinho são os FLAVONÒIDES, os ANTOCIANOS (pigmentos que dão cor), os TANINOS e os ÁCIDOS FENÒLICOS. Juntos e combinados trazem uma série de benefícios à saúde humana, tão conhecidos e utilizados desde a antiguidade. HIPÒCRATES, considerado o “pai da medicina”, por volta de 400 anos antes de Cristo destacou:</p>
<p>“O vinho é uma coisa maravilhosamente apropriada ao homem, tanto na saúde como na doença, se bebido com moderação e na medida exata, conforme a constituição de cada indivíduo.”</p>
<p>Também é importante salientar que as virtudes terapêuticas do vinho só ocorrem se for bebido com moderação, regularmente durante as refeições e por pessoas que não tenham contra indicação ao consumo de bebidas alcoólicas.</p>
<p>O que mais chamou a atenção para as propriedades do vinho para a medicina foi o chamado “Paradoxo Francês”. Os franceses, apesar de comerem muita gordura saturada, terem o tabagismo como hábito cotidiano, pois fumam mais do que em qualquer outro país industrializado, tem uma vida sedentária e incrivelmente tem um índice muito baixo de doenças cardíacas e morrem menos por isso. A explicação para esse paradoxo foi que os franceses tomam mais vinhos junto com os alimentos e que gastam cerca de uma hora para fazer uma refeição. Isso foi evidenciado com o chamado Estudo dos 18 países em que o consumo ‘per capita’ (por cabeça) de vinho era maior, a incidência de morte por causa de doenças cardíacas era menor e onde se consome pouco vinho, a incidência é muito alta, com maior número de óbitos.</p>
<p>Nos próximos artigos, serão destacadas com detalhes as propriedades terapêuticas do vinho relacionadas aos seguintes assuntos: vinho e radicais livres; vinho coração e circulação; vinho no combate ao câncer; vinho e digestão; vinho e úlcera nervosa; vinho e esofagite; vinho e bactérias: antibiótico; vinho e os vírus; vinho e AIDS; vinho e os dentes, inflamações, intoxicações, alergias, osteoporose, ENVELHECIMENTO, demências, PELE, visão, OBESIDADE, pressão arterial, A.V.E. (acidente vascular encefálico, antigo AVC ou derrame) e diabetes.</p>
<p>Estão impressionados? É incrível, pois já é provado que o vinho combate quase todas as doenças. Estudos também comprovam que quem bebe vinho regularmente tem uma expectativa de vida de 25 a 45% maior comparados aos que não o consomem.</p>
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		<title>Vinho e saúde &#8211; parte 02</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:18:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Série Saúde *Baseados nos Textos publicados pelo médico Jairo Monson de Souza Filho, em Viticultura e Enologia – Atualizando Conceitos, 2002; Revista Bon Vivant, Março, 2008. Vinho e Infertilidade Feminina As manifestações de climatério e menopausa são atenuadas em mulheres que tem hábito de beber vinho regularmente. O climatério e a menopausa ocorrem quando o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Série Saúde</h3>
<p><em>*Baseados nos Textos publicados pelo médico Jairo Monson de Souza Filho, em Viticultura e Enologia – Atualizando Conceitos, 2002; Revista Bon Vivant, Março, 2008.</em></p>
<p><strong>Vinho e Infertilidade Feminina</strong></p>
<p>As manifestações de climatério e menopausa são atenuadas em mulheres que tem hábito de beber vinho regularmente. O climatério e a menopausa ocorrem quando o ovário entre em falência e diminui muito a produção de estrógeno (hormônio feminino). O RESVERATROL (o principal polifenol do vinho) tem similaridade estrutural e funcional muito grande com o estrogênio. Por essa semelhança é reconhecido como um fito-estrógeno e age atenuando as manifestações do climatério e menopausa que afligem tantas mulheres no final da vida reprodutiva.</p>
<p>Mulheres que tem hábito regular de tomar bebidas alcoólicas como vodka e cerveja têm dificuldades para engravidar. Foi demonstrada uma relação direta entre o consumo de álcool e infertilidade feminina, porém esse efeito é invertido em mulheres que tomam vinho, portanto, destilados e cervejas são prejudiciais e o vinho é benéfico para as mulheres que desejam engravidar. Outros estudos mostram que mulheres que bebem vinho regularmente têm mais facilidade que as abstêmias (que não bebem nada) e bem mais rápido que as que consomem outros tipos de bebidas alcoólicas.</p>
<p><strong>Vinho e a Osteoporose</strong></p>
<p>A osteoporose ocorre com maior intensidade nas mulheres quando entram na menopausa. É uma condição clínica na qual o osso descalcifica e perde massa (fica poroso); faz parte do processo natural de envelhecimento.</p>
<p>A menopausa e a perda de massa óssea ocorrem pela deficiência de estrogênio. Um estudo realizado na França com mulheres com mais de 75 anos de idade mostrou que as que tinham o hábito regular de tomar até três taças de vinho todos os dias, sempre junto com as refeições, fez com que elas ganhassem massa óssea, contrariando a história natural do envelhecimento. Isso acontece porque alguns dos polifenois do vinho estimulam os osteoblastos (células formadoras dos ossos) e inibem os osteoclastos (células que destroem os ossos). O RESVERATROL, como já foi mencionado, tem semelhança com o estrogênio, que ajuda a preservar a arquitetura óssea.</p>
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		<title>Vinhos são considerados alimentos</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um grande cientista francês chamado Luis Pasteur, quando estudava os vinhos e seus processos fermentativos afirmou que o vinho é a bebida mais saudável que existe. É tão saudável que hoje na França, Espanha, Itália e mais alguns países é considerado mais “alimento” do que “bebida”. Pesquisadores de todo o mundo estão descobrindo as riquezas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Um grande cientista francês chamado Luis Pasteur, quando estudava os vinhos e seus processos fermentativos afirmou que o vinho é a bebida mais saudável que existe. É tão saudável que hoje na França, Espanha, Itália e mais alguns países é considerado mais “alimento” do que “bebida”.</p>
<p>Pesquisadores de todo o mundo estão descobrindo as riquezas nutricionais do vinho, incluindo o seu açúcar que é de fácil digestão, bem como minerais como o cálcio, fósforo, magnésio, o sódio, o potássio, cloro, o ferro, cobre, o manganês, o zinco, o iodo, além de vitaminas A, B e C.</p>
<p>Além disso, e por isso, o vinho é considerado como um alimento funcional. Os Alimentos funcionais ou nutraceuticos são aqueles que além de fornecerem energia para o corpo e uma nutrição adequada, produzem outros efeitos que proporcionam benefícios à saúde, auxiliando na redução e prevenção de diversas doenças. Estão inclusos nos alimentos funcionais a aveia, o alho, o azeite de oliva, a nossa Castanha-do-pará, o chá verde, as frutas e verduras, a soja, as uvas tintas, entre outros.</p>
<p>Uma das principais propriedades nutracêuticas do vinho é devido ao Resveratrol, uma substância do grupo dos polifenois. O Resveratrol presente no vinho tinto seco ou no suco da uva tinta ajuda a aumentar o colesterol bom, evita o acúmulo de gordura nas artérias, prevenindo doenças do coração e a arteriosclerose, retarda o envelhecimento combatendo os radicais livres e neutraliza as substâncias cancerígenas prevenindo diversos tipos de câncer.</p>
<p>Bebido moderadamente estimula o funcionamento de todos os órgãos, incluindo o coração e todo o sistema digestivo. O vinho é um estimulador de espírito, um convite para se ter boas idéias, um despertador da sabedoria que existe bloqueada em cada um de nós.</p>
<p>Cada um de nós precisa aprender como, quando e quanto beber vinho. Bebendo moderadamente, em pequenas doses, saboreando-o gole à gole, ele é um ampliador da nossa inteligência e um estimulador da alegria e das nossas melhores qualidades.</p>
<p>Não é suficiente gostar de vinho, há uma ciência por traz dele que devemos absorver!</p>
<p>No Brasil, ainda não se tem uma “cultura” de apreciação do vinho e suas qualidades, tanto que é tributado em mais de 55% pelo governo, deixando o seu preço muitas vezes inviável ao consumidor brasileiro (estamos falando do vinho verdadeiro e não os sangria com água de galões ‘PET’ e “garrafões de 4,6 Litros”) e, quando o comparamos com importados como os chilenos vemos que há privilégios ao produto importado, que algumas vezes não é tão bom como dizem, pois ficamos com o grosso, ou seja, os melhores chilenos, assim como os vinhos argentinos , franceses, etc., ficam em seus países ou vão para os mercados norte americano e para outros países desenvolvidos.</p>
<p>Uma das coisas que precisa ser mudada é a carga tributária imposta ao vinho brasileiro, para que ele possa se tornar competitivo em termos de preço, pois em qualidade já são muito. Há ainda que mudar o mito de que vinho só é bom no tempo frio, na verdade ele vai bem ao dia-a-dia, acompanhando as refeições, sendo, portanto um complemento alimentar, devendo fazer parte da dieta do brasileiro.</p>
<p>Os vinhos nacionais estão em plena evolução, contando os espumantes, que tem se destacado no mercado mundial, perdendo apenas para os produzidos na região de Champagne na França. No caso dos espumantes, estamos em expansão de qualidade e já chegamos à tal nível que só estamos atrás do champagne francês, que mantém um ‘Status’, uma posição nobre, será que chegaremos em um patamar mais alto? Alguém duvida?</p>
<p><strong>Louis de Pasteur:</strong></p>
<p>“O vinho é a mais sã e higiênica de todas as bebidas.”</p>
<p><strong>Hipócrates</strong>, o pai da medicina dizia:</p>
<p>“&#8230;o vinho é uma coisa maravilhosamente apropriada ao homem, tanto na saúde como na doença, se administrado com tino e justa medida, conforme a constituição de cada indivíduo&#8230;”</p>
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		<title>Como pedir vinhos em restaurantes</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:09:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As cartas de vinhos variam de acordo com o tipo de restaurante e a seriedade com que ele trata o vinho que vende. A ampla variedade de cartas de vinhos com uma gama de informações e o ritual de degustação existe para o benefício do consumidor, portanto deve ser usado ao seu favor. Em bons [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>As cartas de vinhos variam de acordo com o tipo de restaurante e a seriedade com que ele trata o vinho que vende. A ampla variedade de cartas de vinhos com uma gama de informações e o ritual de degustação existe para o benefício do consumidor, portanto deve ser usado ao seu favor.</p>
<p>Em bons restaurantes, a maioria das cartas de vinhos está dividida em seções. Algumas separam os tintos dos brancos e dos espumantes, outras organizam por país e regiões. Também podem organizar conforme o estilo: os mais leves antes dos mais pesados.</p>
<p>Uma boa carta de vinhos deverá incluir o nome do vinho, com o nome da variedade de uva, região de origem, pode vir separado por vinícola ou produtor (a identidade do produtor é mais importante, representa garantia de qualidade). Outro item importante em uma carta deve ser a safra, ou seja, o ano em que a uva foi colhida. Podem vir também algumas notas de degustação, sendo muito úteis para escolher a combinação com os pratos. Por ultimo, o aspecto principal da carta: o preço do vinho.</p>
<p>Quanto ao estilo, o consumidor deve desconfiar de cartas muito grandes, que parecem não ter sido atualizadas. È frustrante ler uma enorme carta de vinhos e descobrir que o vinho pedido já não está mais disponível.</p>
<p>As melhores cartas de vinho são simples folhas impressas de computador, pois são facilmente corrigidas sempre que o restaurante atualiza o estoque de vinhos. O restaurante pode trocar a carta de acordo com as estações do ano e com os pratos do cardápio e com disponibilidade e qualidade de safras.</p>
<p>Hoje, não é mais usual em restaurantes finos ter o chamado “vinho da casa”, que geralmente são de péssima qualidade. Se a carta de vinhos for boa, o vinho da casa também deverá ser bom. Em muitos países, o vinho da casa é o chamariz dos restaurantes, deverá ser sempre bem escolhido, saboroso e bem confiável.</p>
<p>Pedir vinho em taças poderá sair mais caro do que uma garrafa. Antes de pedir, pense na quantidade que vai beber. Se for beber duas taças, é mais econômico pedir meia garrafa (é direito do consumidor); se for beber quatro taças, deve ser pedida uma garrafa inteira.</p>
<p>Alguns restaurantes permitem que os clientes levem o seu próprio vinho. È direito de o restaurante cobrar o serviço e a vidraria utilizada pelo consumidor. Muitos restaurantes na Itália permitem essa prática.</p>
<p>Quanto à escolha do vinho pelo cliente, este deve sempre escolher o prato antes, pois o vinho é um acompanhamento. Hoje em dia, a maioria dos restaurantes bons tem um profissional especializado na escolha dos vinhos que é o “Sommelier”, ele poderá indicar o melhor vinho para determinado prato.</p>
<p>O sommelier irá mostrar a garrafa fechada. É a oportunidade do cliente de certificar que foi exatamente o vinho que escolheu. Deve ser verificado se a safra está de acordo com a carta. Ao aceitar a garrafa, o sommelier tira a rolha e mostra ao freguês, que deve verificar se está em boas condições e se algo parecer suspeito, a rolha deve ser cheirada para ver se está mofada. Então é servido um pouco de vinho na taça de quem fez o pedido para a prova e aprovação do cliente.</p>
<p>O consumidor não deve se levar pelo preço e acreditar que os vinhos mais caros são os melhores e nunca deve deixar de escolher o vinho mais barato. Os vinhos mais convenientes, de boa qualidade geralmente são os do Novo Mundo (Americanos, chilenos, Argentinos e os Nacionais), os franceses principalmente são muito caros simplesmente pela fama.</p>
<p><strong>Fonte:</strong> Le Cordon Bleu, Academie D’ Art Culinaire de Paris.</p>
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		<title>Porto &#8211; um vinho sofisticado</title>
		<link>http://www.riciericanivezi.com.br/porto-vinho-sofisticado/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 19:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns séculos, os vinhos eram transportados em recipientes vulneráveis à deterioração e oxidação. Os produtores fortificavam os vinhos adicionando destilados de uva ou do próprio vinho com alto teor alcoólico para estabilizá-lo. O Porto, Sherry, o Madeira, Marsala e o Jerez são os vinhos fortificados mais populares e constituem excelentes alternativas para os amantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns séculos, os vinhos eram transportados em recipientes vulneráveis à deterioração e oxidação. Os produtores fortificavam os vinhos adicionando destilados de uva ou do próprio vinho com alto teor alcoólico para estabilizá-lo.</p>
<p>O Porto, Sherry, o Madeira, Marsala e o Jerez são os vinhos fortificados mais populares e constituem excelentes alternativas para os amantes de vinhos.</p>
<p>Neste artigo, falaremos apenas do Vinho do Porto, um fortificado português muito popular no Brasil há muito tempo.</p>
<p>O Porto é fabricado com a adição de Brandy (o destilado clássico do vinho) ao vinho tinto em fermentação. É produzido na região do Rio Douro, norte de Portugal. Começou a ser fortificado no século XVIII, sendo seu estilo muito imitado na Austrália, África do Sul, Califórnia e no Brasil é produzido pela família Canivezi de Itapira-SP.</p>
<p>Tornou-se popular e famoso porque era e ainda é o vinho preferido da família real Britânica desde o século XVIII.</p>
<p>Os melhores Portos são produzidos ao nordeste de Portugal, que são mais quentes e secas. A fermentação ocorre em tanques projetados para extrair cor, taninos e outros compostos, o mais rapidamente possível. Ainda com bastante açúcar residual a fermentação é interrompida com a adição de brandy, fazendo o teor alcoólico subir para cerca de 19% do volume total, conservando um nível de doçura no vinho, algo parecido com um licuor.</p>
<p>A grande maioria dos Portos não são safrados, isto é, são misturas de vinhos produzidos em diversos anos. O estilo mais básico do Porto é o Ruby Port, geralmente um vinho de três anos de idade sem grande complexidade.</p>
<p>Existem outros estilos, um deles é o Porto Tawny que é produzido pela mistura de Portos brancos e tintos, os de maior qualidade são produzidos com tintos entre 10 e 20 anos de idade. Esse longo período de envelhecimento modera os taninos e revela uma maravilhosa complexidade de sabor.</p>
<p>Os Portos brancos e rubis costumam ser misturas mais baratas elaboradas para preservar o frutado dos vinhos. O branco é menos doce que o rubi, sendo ambos apreciados como aperitivos, ou quando servidos com queijo, como sobremesa.</p>
<p>Quanto ao Porto Safrado é elaborado com as melhores e mais maduras uvas, de varias variedades e envelhecido por dois anos, no mínimo. Depois, precisa envelhecer por pelo menos 15 anos na garrafa para atingir todo seu potencial, desenvolverá borra e é necessário decanta-lo antes de ser consumido.</p>
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